quinta-feira, julho 20, 2006

Feliz Dia do Amigo \o/

Muita gente nem sabe a data do “Dia do Amigo”. Mães, pais, avós, Jesus Cristo e até mesmo o Coelhinho da Páscoa têm suas ocasiões especiais! Nunca me conformei com o descaso que as pessoas têm com o 20 de Julho – eu, ao contrário, sempre tiro um tempinho pra homenagear os meus amigos, verdadeiros irmãos que, dia após dia, me dão o apoio e o carinho que preciso, nos mais diversos momentos.

Queria agradecer por tudo:

Sorrisos, PF´s, noites na internet, cinemas, beijos, gargalhadas, partidas de Imagem & Ação, caranguejos, deliciosas Mc Donald´s, tardes chatas no estágio, trabalho de Mídia, consolos, lágrimas, aventuras de carro, fofocas, rodízios de pizza, frescuras, críticas, filminhos lá em casa, rodas de violão, cervejinhas, mil e uma fotos, envio dessas fotos via MSN, paciência, episódios de Lost, alegrias, segredos, comentários nos “ogs” da vida, grupinhos de estudo, preguiça de ir pra academia, roskas dobradas, assassinatos de idéias, agrados, gelecas, virotes de trabalho, saídas "Originais", caronas, atrasos, apreço por felinos, atenção, gasturas, filmes péssimos, mau-humor, dedicação, comemorações, ensaios revéis, apoio, foguinho de mIRC, saudades, menarcas, yakisobas, toques no celular, confusões, paquerinhas, fests, raves, piadas sem graça, "febry-boats", surpresas, plehs, açaís, desabafos e, é claro, amor. Isso tudo é o melhor da vida!

Amo vocês, de coração!

sábado, julho 01, 2006

Em busca da "puta sacada" - ou: Como assassinar uma idéia

Vários amigos meus dizem que gostariam de cursar Publicidade e Propaganda. Acham que, neste ramo, o negócio é apenas criar, criar, criar... Bom, não vou mentir que, antes de ingressar na Universidade, eu acreditava que, para ser um bom publicitário, a chave era ser criativo. Isto não deixa de ser verdade! Principalmente pra quem se interessa por direção de arte, redação, design e afins. Mas eu queria desconstruir esse “mito” que envolve a minha (ou a nossa, a depender de quem esteja lendo) profissão. Para ser um publicitário, na área de criação, é preciso, acima de tudo, saber matar uma idéia. Isso mesmo: mata-la, assassina-la, estripa-la, sem dó nem piedade.
A criação é a área mais complicada para se trabalhar, justamente por lidar com aquela partezinha narcisista que existe em todos nós. Vamos comparar o ego do criativo com uma bexiga, dessas de aniversário. Num brainstorm (glossário abaixo), geralmente, se busca uma “puta sacada” (thanks, Lila!), aquele clique genial que, de tempos em tempos, parece descer dos céus. Quando alguém, por intermédio de Alá, tem uma idéia MUITO boa, a bexiga começa a encher, encher, encher. Enche tanto que o oxigênio da sala de reunião acaba e as outras partes envolvidas no processo criativo começam a lutar para não morrerem por asfixia – leia-se: levantam os vários problemas da idéia apresentada. Enfim, chega uma hora em que a bexiga estoura. O “buuuum” é tão ensurdecedor que o dono da idéia cai na real e descobre que precisa se desfazer dela. É chegada a hora do homicídio. “Isto vai doer mais em mim do que em você”, diz o criativo para a sua idéia. Pá. Pá. Pá. Pronto, idéia morta a sangue frio. “Outras, melhores que você, virão pela frente”, pensa.
É exatamente o que ocorre em criação: idéia é que nem biscoito, vai uma, vêm oito. Ou duzentas e dezoito, a depender da disposição de quem estiver criando. Como tudo na vida, é preciso aprender a se desligar das coisas. Ser volúvel, em Publicidade, não é defeito, é ser um bom profissional. É ter trilhões de idéias e, apesar de ser difícil, descartar uma a uma se outra melhor surgir. É reconhecer que, hoje, fulano está num dia inspirado e que eu não. Pelo menos não hoje.
Sempre estamos buscando a tal “puta sacada”, que vai parecer irrefutável às vistas dos outros, mas nem sempre ela quer ser achada. E é aí que está o interessante de criar: na vastíssima orla que é a nossa cabeça, sempre há uma delas se insinuando mais que as outras, cheia de graça. Basta saber procurar.

Brainstorm: bate-papo informal, para estimular o desenvolvimento de idéias. E depois dizem que as aulas de Crispim não servem pra nada! =P

[Em homenagem à equipe do Bahia Recall!]

sexta-feira, junho 16, 2006

Eu me rendo!

Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou fã de futebol. Só vou ao estádio pra comer, não sei chutar uma bola, nunca participei de time do colégio. Aos nove anos, entrei na escolinha do Clube Bahiano de Tênis, tentativa frustrada de me fazer tomar gosto pelo tal esporte. Logo na primeira aula, tomei uma bolada na cara, que empenou meus óculos, traumatizando, para sempre, um artilheiro em potencial.
Há algumas semanas, vi o país ser contagiado pelo vírus “Copa do Mundo”, num surto de fanatismo comparável ao do povo da Igreja Universal. Para vocês terem uma idéia, desde o ano passado que meu pai planeja tirar um mês de férias entre Junho/Julho, para assistir a TODOS (sim, a todos) os jogos do campeonato. Na escolinha de minha prima, os guris, vestidos de verde e amarelo, fazem torcida organizada nos dias das partidas da Seleção Brasileira. A mídia só fala em gol, escalação, Fifa, Alemanha e bolhas/febre/tontura de Ronaldo, o Fenômeno. Acuado, fui à Le Biscuit e acabei comprando um chapelão (ao lado) e, pasmem, bandeirinhas de ventosa para o carro! Tentei até jogar um papinho pra cima do papai, pra ganhar a camisa oficial da Seleção. Depois de um sonoro “Você nunca gostou de futebol, Rafael!”, comprei uma qualquer na Zip, só pra satisfazer o meu ego de neófito futebolístico.
Por causa das férias, comecei a acompanhar os jogos, gritando, torcendo – principalmente pelo eixo “Togo/Costa do Marfim/Trinidad e Tobago” –, completando a tabelinha da Veja, xingando juiz. Mal podia esperar pela estréia do Brasil na última terça-feira, 13. Superstições à parte, o número do azar parece ter influenciado no desempenho do time dos sonhos, que, num jogo apático e sonolento, conseguiu apenas marcar um gol contra a Croácia. Sem querer fazer crítica à Parreira e sua trupe (como eu sempre digo: “não sabe, não fala”), digo que a Copa está sendo legal pra reunir os amigos, falar besteira, dar risada, comer umas guloseimas e descobrir que futebol pode, sim, ser divertido – se eu estiver fora do campo, obviamente.
Que venham Austrália, Japão, Argentina, Inglaterra, Alemanha, Holanda, e o pior dos terrores, Togo! \o/ _o_ \o/

PS.: piadinha, copiada do nick de Leo: “O quadrado mágico não funcionou porque Ronaldo está redondo...” =D
PS².: se a final for Brasil x Togo, não preciso nem dizer pra quem eu torço, né?!

terça-feira, junho 06, 2006

666

22h15. Banho tomado, barriga cheia (um caqui, uma tangerina e um Activia), conversa fiada no MSN.
Súbito: (Rafinha says) “Gente! Eu tenho dois ingressos pra pré-estréia de ‘A Profecia’, hoje, meia-noite! Alguém quer? Senão vou jogar no lixo...”. Quando parei pra pensar na data – 06/06/06 – percebi que nunquinha na vida eu teria outra oportunidade de ver um filme tão demoníaco numa ocasião igualmente satânica! (Rafa says) “Vamo, gente! Por favor! Vai ser muito engraçado!”. (Meg says) “Mas, amigo, Rafaella só tem dois ingressos! Vamos eu, vc e Carol, né?!”. (Leo says) “Deixem pra ir quarta! Ou então pro dia 16/06/06! É quase a mesma coisa! Meus pais tão enchendo o saco aqui!”. (Rafa says) “Leo, se a gente arrumar mais dois ingressos, eu JURO que pego vc em casa!”. (Meg says) “E eu ligo pra falar com sua mãe! Duvido que ela não deixe...”. Mil e um rodeios depois, Rafinha conseguiu outro par de convites, que estava no Stiep. Massa!
22h59. Saí de casa. Itinerário: Carol (Itaigara), casa de Rafinha, pra pegar os convites (Paulo VI), Leo (Vila Laura) e Meg (Nordeste). 23h34. Faltava apenas passar no Stiep. Só que ninguém sabia onde ficava a casa da menina que nos ajudaria em nossa aventura diabólica! Depois de umas dez ligações, mil gritos, dezenas de “Não vai dar mais tempo” e sinais vermelhos furados, conseguimos encontrar o prédio da criatura. Mônica, ela se chamava. O porteiro dos infernos disse que não morava ninguém com aquele nome no prédio. Parecia que nossa jornada chegava ao fim. Porém, eis que nossa salvadora liga, mandando Meg subir até o 1002 pra pegar as cortesias! Êêê! Mas, nem tudo eram flores: 0h08, o anticristo já havia nascido. Eu precisava ser rápido – parecia que o filme não era “A Profecia”, mas “Velozes e Furiosos”.
0h13. Chegamos ao Iguatemi. Com todas as entradas fechadas, só nos restou o estacionamento descoberto. Corremos mais do que o diabo quando foge da cruz e, às 0h15, entramos na sala, ofegantes e suados. Depois do filme (assustador, de verdade!), ainda tiramos fotos no shopping inóspito para, finalmente, irmos embora. Nossa odisséia chegava ao fim, às 2h11, com um toró como eu nunca vi igual! Se fosse às 6h da manhã, diria que era coisa do capeta...

quinta-feira, junho 01, 2006

Alguém aí


Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Uma pessoa pra dividir um sorriso, uma vitória, uma decepção, um filme mais do que esperado, um barraco, um fim de festa, uma mentira, uma viagem inesquecível, uma amizade perfeita?
Uma amiga compreensiva, linda, teimosa, cabeça dura, simpática, racional, atenciosa e companheira?
Alguém aí tem um alguém que saiba tudo da sua vida? Que, sem mágica ou adivinhação, saiba o que se passa pela sua cabeça?
Uma simples colega, que, aos poucos, se transformou no seu outro “eu”?
Alguém aí já amou tão intensamente a ponto de, às vezes, esquecer como era sua vida antes de conhecer o motivo de tal sentimento?
Ou desejou tanta coisa boa pra uma pessoa, que nem todas as coisas boas desse mundinho caberiam no presente que ela merece?

Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Eu já. Parabéns, Bel! (L)

terça-feira, maio 23, 2006

Previously, on Lost:

Depois de uma temporada de tirar o fôlego, Lost encerra seu segundo ciclo amanhã, dia 24 de Maio, cheio de mistérios e com mais perguntas do que respostas. Nos últimos meses, acompanhamos o dia-a-dia dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Air numa ilha tão paradisíaca quanto assustadora e descobrimos segredos a respeito da escotilha, do Projeto Dharma, dos “Outros” e do acidente aéreo que os levou àquelas condições extremas.
Como não posso ficar comentando sobre a maioria dos acontecimentos desta temporada para não estragar as surpresas que vêm por aí – no AXN, o próximo episódio a ser exibido ainda é o 2x12 “Fire + Water” – resolvi enumerar algumas razões para se assistir ao melhor seriado da atualidade:

- Mistérios e mais mistérios
O melhor de Lost é poder, a cada episódio, viajar nas mais loucas teorias sobre que diabos é aquela ilha (se é que é uma ilha mesmo) ou quem são os “Outros”. E o objetivo dos roteiristas é deixar a gente louco! Quando comecei a assistir à série, no ano passado, era adepto da teoria de que os sobreviventes estavam numa fenda solta no espaço-tempo, e que a gravação que Shannon ouve no episódio 1x01 “Pilot” é dela mesma. Hoje, isso soa ridículo – ela já está morta e sabe-se que a voz da gravação é de Danielle Rousseau.

- Flashbacks
Existe montagem mais inteligente do que a de Lost? Não. Os flashbacks sempre têm algo a acrescentar à trama, seja em relação ao desenvolvimento das personagens, seja para nos intrigar ainda mais com as ligações entre os passageiros antes do desastre. Parece que Jack, Kate, Sawyer e cia. moram em Salvador: todos já se “conheciam”, de alguma forma, anteriormente.

- Qualidade de produção
Lost deixa muito filme por aí no chinelo. Produzir um seriado de televisão com os custos de Lost quebraria qualquer emissora – se não fosse o sucesso estrondoso que ele faz no mundo inteiro. As locações são no Hawaii e toooda a equipe se muda pra lá, desde o elenco e o staff, para gravar os episódios. Some-se à grana de hospedagem o din-din gasto em efeitos especiais, cenários, cachês (os quais sofreram uma pequena inflação após a primeira temporada) e edição, e temos uma pequena fortuna por capítulo. Lost é quase cinema, pô!

- Elenco de primeira
Matthew Fox, Evangeline Lilly, Terry O’Quinn, Dominic Monaghan…todos são excelentes atores! Parece que os papéis foram desenvolvidos especialmente para eles, o que, em alguns casos, como o da personagem Sun, é verdade – o diretor J.J Abrams não queria desperdiçar o talento da atriz Yunjin Kim. Meus preferidos? Lilly (Kate) e Josh Holloway (Sawyer). E, apesar de odiar Michael, o ator que o interpreta, Harold Perrineau, tá dando um BANHO nesse final de temporada. É ver pra crer.

Bom, diante do exposto, é tentar dormir hoje pra esperar o season finale (2x23 “Live Together, Die Alone”) de amanhã, que promete! Pra quem ainda não teve a oportunidade de ver Lost, passa aqui em casa que eu empresto a primeira temporada! =)

domingo, maio 14, 2006

O poder do Zodíaco

Não vou mentir: eu curto um horóscopo! Nada melhor do que ficar fuçando as previsões do dia pela internet afora, mesmo sabendo que um fulaninho qualquer escreve as coisas mais genéricas da galáxia. Mas, melhor ainda do que aquela astrologia diária beeem fuleira, é o mapa astral! Nesse sim, eu acredito cegamente. Podem comentar: “Ô, imbecil! Aquilo lá é apenas uma combinação de informações! Não é tão personalizado assim...”. Porém, esse recurso astrológico de primeira nunca me deixou na mão, pelo contrário: ele sempre acerta! Para provar a minha crença, seguem abaixo trechos importantes do meu mapa astral, comentados por quem mais entende do consultado: eu mesmo! =D

Mapa Astral para Rafael Liou de Oliveira
Nascido em Salvador à 01h00 do dia 26/03/1986
Longitude: 38W31 Latitude: 12S59 Fuso: 3

- Por temperamento você é pessoa tranqüila, sociável, elegante e charmosa. Sente necessidade da aprovação pelo próximo e depende muito de seus associados, inclusive do cônjuge. Não gosta das discórdias e confrontações e prefere agradar os outros.
Bom, o “pessoa elegante e charmosa” é por conta do site! Mas, sério, me preocupo muito com a opinião dos outros, o que é péssimo.

- Sua mente funciona melhor quando segue as verdades proporcionadas pela intuição ou telepatia do que pela lógica. Seus processos mentais são lentos, impressionáveis, oscilantes e dados ao segredo. É muito sensível e gosta de sonhar de olhos abertos.
Já dizia Tia Liou: “Pense antes de agir, Rafael!”.

- Você é pessoa muito ativa, independente e autoconfiante. Tem iniciativa, espírito pioneiro, capacidade de mando, e entrega-se com verdadeira paixão aos seus empreendimentos. Muitas vezes tende para o exagero e a violência e não termina o que começou.
Eu já fui vice-líder de sala na quarta série, serve?! Mas o maior acerto dessa parte: projetos inacabados, é vero...

- A vontade não acompanha sua imaginação. Quando você pode, você não quer e quando quer, você não pode. Como não sabe aproveitar as oportunidades, encontra problemas para conseguir amor e trabalho. Também tende para as gripes e resfriados.
Sou muitíssimo acomodado, isso é fato. E, em relação às paqueras, sou mais ainda... Não sou muito de chegar não! E, quando eu era guri, vivia na nebulização da ProBaby - o que eu odiava!

- Sua forte imaginação combinada com sua grande receptividade psíquica fazem com que você prefira viver no mundo da fantasia. Suas ambições não correspondem à realidade e sua fraqueza emocional pode levar-lhe a buscar refúgio na bebida. Precisa estar em contato com pessoas mais práticas e com projetos mais consistentes sob a perspectiva material para conseguir mais sucesso e êxito na vida.
Sem comentários! =)

sexta-feira, maio 05, 2006

E de Excelente

Tudo bem, tudo bem. Eu sei que, em apenas três posts, lá vou eu publicar mais uma crítica de cinema. Mas não tenho culpa por “V de Vingança” (V for Vendetta, EUA/Alemanha, 2006) ser um ótimo filme, que praticamente implora para ser elogiado nas linhas abaixo. E eu fui à última sessão de todas! O filme já saiu de cartaz e não consigo imaginar a minha raiva se eu perdesse de vê-lo nas telonas...
Antes de mais nada, vale deixar claro que, quem já leu a obra original, by Alan Moore, vai se decepcionar. Eu nunca fui muito fã de quadrinhos cult (só leio X-Men e olhe lá!), mas já folheei a versão impressa de “V de Vingança” e, de cara, dá pra notar a diferença. O mal é que as pessoas têm a mania de comparar coisas que, no fim das contas, são incomparáveis. O timing de cinema é outro! A narrativa merece um tratamento diferenciado e afirmo: é impossível transpor uma HQ com a fidelidade de uma xerox.
Bom, ao longa: o mascarado V (Hugo Weaving) é um terrorista que planeja explodir o Parlamento inglês com data marcada e tudo – 5 de Novembro –, num futuro não muito distante. A Inglaterra está à beira do caos, e o totalitarismo proposto pelo Chanceler Sutler (John Hurt) parece ser a saída mais segura para a vida em sociedade. No meio deste embate ideológico entre a anarquia proposta pelo anti-herói e o regime ditatorial instaurado, está Evey (Natalie Portman, excepcional), que, ao ficar sob os cuidados de V, aprende que uma idéia pode mudar o mundo.
A produção leva a assinatura dos irmãos Wachowski, as mentes por trás da trilogia “Matrix”, com o pouco experiente (porém eficaz) James McTeigue na direção. A fotografia do filme é belíssima, contrastando com a atmosfera sombria da Inglaterra futurista. A trilha sonora, então, nem se fala! Do clássico ao rock’n roll, as canções são praticamente personagens do filme e acrescentam um significado maior à trama. Dinâmica, mas sem perder a consistência (o que sempre ocorre com outros longas de ação), a narrativa flui sem pressa, mas com um ponto de chegada bem definido – o tal 5 de Novembro. Até a véspera do gran finale, McTeigue faz questão de mostrar o homem por trás da máscara de V, ainda que seu rosto não seja revelado. A evolução de Evey no plot é levada às últimas conseqüências – as cenas das cartas recebidas durante o seu cárcere falam por si próprias. Opinião pessoal: já entraram pro rol dos momentos mais emocionantes do cinema.
Como nada nesta vida é perfeito (com exceção da cena citada, claro), “V de Vingança” peca por ser simplista demais no que diz respeito à realidade apresentada. Maniqueísta ao extremo, é taxativo ao delinear quem é “bom” e “mau”, o que deixa o filme previsível demais. Além disso, explodir o Parlamento e matar alguns figurões do governo, na prática, não seria a panacéia para uma nação alicerçada em bases totalitaristas. Pensando desta forma, V, que durante todo o filme se apresenta como uma idéia e não como um homem, se reduz a mais um terrorista, que apenas quer chamar a atenção de todos para si.
No fim das contas, nada disso importa. No mundo cinematográfico, verossimilhança nunca foi sinônimo de qualidade. “V de Vingança” faz bonito no meio de tanta bobagem que a gente vê por aí e ganha um zilhão de pontos por enfrentar o sistema em que vivemos, ainda que uma máscara sorridente cubra a cara que os irmãos Wachowski dão à tapa.

sexta-feira, abril 28, 2006

Músicas que falam por mim...

Tava de bobeira no Orkut, olhando as minhas fotos, vendo scraps, curiando a vida dos outros...quando uma das minhas 173 comunidades praticamente piscou na tela pedindo atenção: "Músicas que falam por mim". Parei pra pensar nas músicas que, de uma forma ou outra, se encaixam em momentos marcantes desses 20 aninhos...
Cheguei à conclusão que são MUITAS! Até porque tem som pra tudo: momentos engraçados, saudade, desilusões amorosas (citar todas dessa categoria levaria meses...hehe), viagens, trabalhos, músicas que são a cara de alguém, pra ouvir no carro, pra aquele porre, mau-humor, enfim! A melodia faz parte de nossas vidas e nos faz reviver uma porrada de sensações...tem gente que tem isso com cheiro - eu tenho é com música!
Sem mais delongas (até porque estou meio sem saco/tempo de escrever), resolvi fazer uma listinha das músicas que falam por mim em algumas ocasiões especiais...

Música de viagem: "Eu tive um sonho" (Kid Abelha)
Música de tempo que não volta mais: "Tempo perdido" (Legião Urbana)
Música clichê de besteirol adolescente que eu adoro: "Semi-charmed life" (Third Eye Blind)
Música pra festa: "Saturday Night" (Underdog Project)
Música pro primeiro amor: "Quem de nós dois" (Ana Carolina)
Música pra ouvir altão no carro: "My happy ending" (Avril Lavigne)
Música que faz chorar: "Tears in heaven" (Eric Clapton)
Música pra relaxar: "Diariamente" (Marisa Monte)
Música de Belinha: "Relicário" (Cássia Eller)
Música de fossa: "2 Bicudos" (Ana Carolina)
Música que já enjoou: "Café com pão" (Afrodisíaco)
Música de malhar: "Crazy in love" (Beyoncé)
Música de Carol: "Quando você passa" (Sandy e Junior)
Música de trabalho: "Agamamou" (Art Popular)
Música pra ter ódio: "I do" (Placebo)
Música que sempre me põe pra baixo: "Don't speak" (No Doubt)
Música que sempre me põe pra cima: "A galera" (Ivete Sangalo)

Gostem ou não, o importante é opinar! =)
Ah, e postei uma foto da melhor cantora que já surgiu dentre todas as vozes que a Terra conheceu...hehehe!

Bom feriado pra todo mundo!

quarta-feira, abril 19, 2006

Bem-vindos ao Açougue!

Bom...esse é o meu primeiro post! =)

Não tenho muito o que falar...o conteúdo desse espaço vai ser o mais diverso possível, com ênfase em porra nenhuma...que tal?! Hehehe...
Sério...sempre que der, vou comentar sobre alguma coisa que mereça a minha atenção - e a de vcs...


A pauta de hoje é a seguinte:


O Açougue

O Albergue (Hostel, EUA, 2005) deveria se chamar O Açougue. Em seu mais novo longa de horror, Eli Roth brinca com os limites de suas personagens e, pior, com o estômago de quem testemunha o sofrimento de Paxton (Jay Hernandez), Josh (Derek Richardson) e Oli (Eythor Godjonsson), que, em busca de belas mulheres no leste Europeu, se hospedam no estabelecimento do título.
Os primeiros quarenta minutos de filme em nada remetem aos sustos que se esperam de uma narrativa do gênero, muito menos à sanguinolência explorada pela publicidade da produção. Paxton, Josh e Oli mais parecem saídos de um “American Pie”, loucos por sexo nas baladas européias, até que, em uma de suas incursões, conhecem um holandês que lhes indica o roteiro de seus sonhos: a Eslováquia. Lá, são seduzidos por Natalya (Barbara Nadeljakova) e Svetlana (Jana Kaderabkova), que lhes dão o que eles mais querem – tudo plano de uma macabra organização. E é aí que o banho de sangue começa, jorrando até os créditos.
O maior trunfo de O Albergue é, também, sua grande falha. É óbvio que são as cenas de tortura que compelem o público a comparecer às salas de cinema para ver o longa, mas nota-se que o empenho de Roth na direção das mesmas suplanta o plot e a caracterização das personagens. A história fica em segundo plano. Em contrapartida, esse é o propósito do filme e, com maestria, o jovem diretor retrata a violência em suas piores formas. Não faltam maçaricos, furadeiras, tesouras, serras-elétricas e outros apetrechos para cumprir seu objetivo principal. As personagens são excruciadas com requintes de crueldade e, a cada castigo imposto, a platéia sofre. Será?
O longa explora a brutalidade adormecida no ser humano, desperta pela possibilidade de brincar com a vida do outro da forma que lhe convir. Pode parecer loucura, mas todos temos este desejo reprimido, de fazer o que bem quisermos, sem nos importarmos com as amarras sociais que nos foram impostas. Qual outro motivo nos incentivaria a assistir a um filme desses? Além disso, no clímax da narrativa, nos vemos torcendo para que a vingança impere, e não outro caminho que o do sangue lavaria nossas almas. A brutalidade explicitada por Roth assusta, sim, mas é um reflexo de nós mesmos.