terça-feira, maio 23, 2006

Previously, on Lost:

Depois de uma temporada de tirar o fôlego, Lost encerra seu segundo ciclo amanhã, dia 24 de Maio, cheio de mistérios e com mais perguntas do que respostas. Nos últimos meses, acompanhamos o dia-a-dia dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Air numa ilha tão paradisíaca quanto assustadora e descobrimos segredos a respeito da escotilha, do Projeto Dharma, dos “Outros” e do acidente aéreo que os levou àquelas condições extremas.
Como não posso ficar comentando sobre a maioria dos acontecimentos desta temporada para não estragar as surpresas que vêm por aí – no AXN, o próximo episódio a ser exibido ainda é o 2x12 “Fire + Water” – resolvi enumerar algumas razões para se assistir ao melhor seriado da atualidade:

- Mistérios e mais mistérios
O melhor de Lost é poder, a cada episódio, viajar nas mais loucas teorias sobre que diabos é aquela ilha (se é que é uma ilha mesmo) ou quem são os “Outros”. E o objetivo dos roteiristas é deixar a gente louco! Quando comecei a assistir à série, no ano passado, era adepto da teoria de que os sobreviventes estavam numa fenda solta no espaço-tempo, e que a gravação que Shannon ouve no episódio 1x01 “Pilot” é dela mesma. Hoje, isso soa ridículo – ela já está morta e sabe-se que a voz da gravação é de Danielle Rousseau.

- Flashbacks
Existe montagem mais inteligente do que a de Lost? Não. Os flashbacks sempre têm algo a acrescentar à trama, seja em relação ao desenvolvimento das personagens, seja para nos intrigar ainda mais com as ligações entre os passageiros antes do desastre. Parece que Jack, Kate, Sawyer e cia. moram em Salvador: todos já se “conheciam”, de alguma forma, anteriormente.

- Qualidade de produção
Lost deixa muito filme por aí no chinelo. Produzir um seriado de televisão com os custos de Lost quebraria qualquer emissora – se não fosse o sucesso estrondoso que ele faz no mundo inteiro. As locações são no Hawaii e toooda a equipe se muda pra lá, desde o elenco e o staff, para gravar os episódios. Some-se à grana de hospedagem o din-din gasto em efeitos especiais, cenários, cachês (os quais sofreram uma pequena inflação após a primeira temporada) e edição, e temos uma pequena fortuna por capítulo. Lost é quase cinema, pô!

- Elenco de primeira
Matthew Fox, Evangeline Lilly, Terry O’Quinn, Dominic Monaghan…todos são excelentes atores! Parece que os papéis foram desenvolvidos especialmente para eles, o que, em alguns casos, como o da personagem Sun, é verdade – o diretor J.J Abrams não queria desperdiçar o talento da atriz Yunjin Kim. Meus preferidos? Lilly (Kate) e Josh Holloway (Sawyer). E, apesar de odiar Michael, o ator que o interpreta, Harold Perrineau, tá dando um BANHO nesse final de temporada. É ver pra crer.

Bom, diante do exposto, é tentar dormir hoje pra esperar o season finale (2x23 “Live Together, Die Alone”) de amanhã, que promete! Pra quem ainda não teve a oportunidade de ver Lost, passa aqui em casa que eu empresto a primeira temporada! =)

domingo, maio 14, 2006

O poder do Zodíaco

Não vou mentir: eu curto um horóscopo! Nada melhor do que ficar fuçando as previsões do dia pela internet afora, mesmo sabendo que um fulaninho qualquer escreve as coisas mais genéricas da galáxia. Mas, melhor ainda do que aquela astrologia diária beeem fuleira, é o mapa astral! Nesse sim, eu acredito cegamente. Podem comentar: “Ô, imbecil! Aquilo lá é apenas uma combinação de informações! Não é tão personalizado assim...”. Porém, esse recurso astrológico de primeira nunca me deixou na mão, pelo contrário: ele sempre acerta! Para provar a minha crença, seguem abaixo trechos importantes do meu mapa astral, comentados por quem mais entende do consultado: eu mesmo! =D

Mapa Astral para Rafael Liou de Oliveira
Nascido em Salvador à 01h00 do dia 26/03/1986
Longitude: 38W31 Latitude: 12S59 Fuso: 3

- Por temperamento você é pessoa tranqüila, sociável, elegante e charmosa. Sente necessidade da aprovação pelo próximo e depende muito de seus associados, inclusive do cônjuge. Não gosta das discórdias e confrontações e prefere agradar os outros.
Bom, o “pessoa elegante e charmosa” é por conta do site! Mas, sério, me preocupo muito com a opinião dos outros, o que é péssimo.

- Sua mente funciona melhor quando segue as verdades proporcionadas pela intuição ou telepatia do que pela lógica. Seus processos mentais são lentos, impressionáveis, oscilantes e dados ao segredo. É muito sensível e gosta de sonhar de olhos abertos.
Já dizia Tia Liou: “Pense antes de agir, Rafael!”.

- Você é pessoa muito ativa, independente e autoconfiante. Tem iniciativa, espírito pioneiro, capacidade de mando, e entrega-se com verdadeira paixão aos seus empreendimentos. Muitas vezes tende para o exagero e a violência e não termina o que começou.
Eu já fui vice-líder de sala na quarta série, serve?! Mas o maior acerto dessa parte: projetos inacabados, é vero...

- A vontade não acompanha sua imaginação. Quando você pode, você não quer e quando quer, você não pode. Como não sabe aproveitar as oportunidades, encontra problemas para conseguir amor e trabalho. Também tende para as gripes e resfriados.
Sou muitíssimo acomodado, isso é fato. E, em relação às paqueras, sou mais ainda... Não sou muito de chegar não! E, quando eu era guri, vivia na nebulização da ProBaby - o que eu odiava!

- Sua forte imaginação combinada com sua grande receptividade psíquica fazem com que você prefira viver no mundo da fantasia. Suas ambições não correspondem à realidade e sua fraqueza emocional pode levar-lhe a buscar refúgio na bebida. Precisa estar em contato com pessoas mais práticas e com projetos mais consistentes sob a perspectiva material para conseguir mais sucesso e êxito na vida.
Sem comentários! =)

sexta-feira, maio 05, 2006

E de Excelente

Tudo bem, tudo bem. Eu sei que, em apenas três posts, lá vou eu publicar mais uma crítica de cinema. Mas não tenho culpa por “V de Vingança” (V for Vendetta, EUA/Alemanha, 2006) ser um ótimo filme, que praticamente implora para ser elogiado nas linhas abaixo. E eu fui à última sessão de todas! O filme já saiu de cartaz e não consigo imaginar a minha raiva se eu perdesse de vê-lo nas telonas...
Antes de mais nada, vale deixar claro que, quem já leu a obra original, by Alan Moore, vai se decepcionar. Eu nunca fui muito fã de quadrinhos cult (só leio X-Men e olhe lá!), mas já folheei a versão impressa de “V de Vingança” e, de cara, dá pra notar a diferença. O mal é que as pessoas têm a mania de comparar coisas que, no fim das contas, são incomparáveis. O timing de cinema é outro! A narrativa merece um tratamento diferenciado e afirmo: é impossível transpor uma HQ com a fidelidade de uma xerox.
Bom, ao longa: o mascarado V (Hugo Weaving) é um terrorista que planeja explodir o Parlamento inglês com data marcada e tudo – 5 de Novembro –, num futuro não muito distante. A Inglaterra está à beira do caos, e o totalitarismo proposto pelo Chanceler Sutler (John Hurt) parece ser a saída mais segura para a vida em sociedade. No meio deste embate ideológico entre a anarquia proposta pelo anti-herói e o regime ditatorial instaurado, está Evey (Natalie Portman, excepcional), que, ao ficar sob os cuidados de V, aprende que uma idéia pode mudar o mundo.
A produção leva a assinatura dos irmãos Wachowski, as mentes por trás da trilogia “Matrix”, com o pouco experiente (porém eficaz) James McTeigue na direção. A fotografia do filme é belíssima, contrastando com a atmosfera sombria da Inglaterra futurista. A trilha sonora, então, nem se fala! Do clássico ao rock’n roll, as canções são praticamente personagens do filme e acrescentam um significado maior à trama. Dinâmica, mas sem perder a consistência (o que sempre ocorre com outros longas de ação), a narrativa flui sem pressa, mas com um ponto de chegada bem definido – o tal 5 de Novembro. Até a véspera do gran finale, McTeigue faz questão de mostrar o homem por trás da máscara de V, ainda que seu rosto não seja revelado. A evolução de Evey no plot é levada às últimas conseqüências – as cenas das cartas recebidas durante o seu cárcere falam por si próprias. Opinião pessoal: já entraram pro rol dos momentos mais emocionantes do cinema.
Como nada nesta vida é perfeito (com exceção da cena citada, claro), “V de Vingança” peca por ser simplista demais no que diz respeito à realidade apresentada. Maniqueísta ao extremo, é taxativo ao delinear quem é “bom” e “mau”, o que deixa o filme previsível demais. Além disso, explodir o Parlamento e matar alguns figurões do governo, na prática, não seria a panacéia para uma nação alicerçada em bases totalitaristas. Pensando desta forma, V, que durante todo o filme se apresenta como uma idéia e não como um homem, se reduz a mais um terrorista, que apenas quer chamar a atenção de todos para si.
No fim das contas, nada disso importa. No mundo cinematográfico, verossimilhança nunca foi sinônimo de qualidade. “V de Vingança” faz bonito no meio de tanta bobagem que a gente vê por aí e ganha um zilhão de pontos por enfrentar o sistema em que vivemos, ainda que uma máscara sorridente cubra a cara que os irmãos Wachowski dão à tapa.