sexta-feira, junho 16, 2006

Eu me rendo!

Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou fã de futebol. Só vou ao estádio pra comer, não sei chutar uma bola, nunca participei de time do colégio. Aos nove anos, entrei na escolinha do Clube Bahiano de Tênis, tentativa frustrada de me fazer tomar gosto pelo tal esporte. Logo na primeira aula, tomei uma bolada na cara, que empenou meus óculos, traumatizando, para sempre, um artilheiro em potencial.
Há algumas semanas, vi o país ser contagiado pelo vírus “Copa do Mundo”, num surto de fanatismo comparável ao do povo da Igreja Universal. Para vocês terem uma idéia, desde o ano passado que meu pai planeja tirar um mês de férias entre Junho/Julho, para assistir a TODOS (sim, a todos) os jogos do campeonato. Na escolinha de minha prima, os guris, vestidos de verde e amarelo, fazem torcida organizada nos dias das partidas da Seleção Brasileira. A mídia só fala em gol, escalação, Fifa, Alemanha e bolhas/febre/tontura de Ronaldo, o Fenômeno. Acuado, fui à Le Biscuit e acabei comprando um chapelão (ao lado) e, pasmem, bandeirinhas de ventosa para o carro! Tentei até jogar um papinho pra cima do papai, pra ganhar a camisa oficial da Seleção. Depois de um sonoro “Você nunca gostou de futebol, Rafael!”, comprei uma qualquer na Zip, só pra satisfazer o meu ego de neófito futebolístico.
Por causa das férias, comecei a acompanhar os jogos, gritando, torcendo – principalmente pelo eixo “Togo/Costa do Marfim/Trinidad e Tobago” –, completando a tabelinha da Veja, xingando juiz. Mal podia esperar pela estréia do Brasil na última terça-feira, 13. Superstições à parte, o número do azar parece ter influenciado no desempenho do time dos sonhos, que, num jogo apático e sonolento, conseguiu apenas marcar um gol contra a Croácia. Sem querer fazer crítica à Parreira e sua trupe (como eu sempre digo: “não sabe, não fala”), digo que a Copa está sendo legal pra reunir os amigos, falar besteira, dar risada, comer umas guloseimas e descobrir que futebol pode, sim, ser divertido – se eu estiver fora do campo, obviamente.
Que venham Austrália, Japão, Argentina, Inglaterra, Alemanha, Holanda, e o pior dos terrores, Togo! \o/ _o_ \o/

PS.: piadinha, copiada do nick de Leo: “O quadrado mágico não funcionou porque Ronaldo está redondo...” =D
PS².: se a final for Brasil x Togo, não preciso nem dizer pra quem eu torço, né?!

terça-feira, junho 06, 2006

666

22h15. Banho tomado, barriga cheia (um caqui, uma tangerina e um Activia), conversa fiada no MSN.
Súbito: (Rafinha says) “Gente! Eu tenho dois ingressos pra pré-estréia de ‘A Profecia’, hoje, meia-noite! Alguém quer? Senão vou jogar no lixo...”. Quando parei pra pensar na data – 06/06/06 – percebi que nunquinha na vida eu teria outra oportunidade de ver um filme tão demoníaco numa ocasião igualmente satânica! (Rafa says) “Vamo, gente! Por favor! Vai ser muito engraçado!”. (Meg says) “Mas, amigo, Rafaella só tem dois ingressos! Vamos eu, vc e Carol, né?!”. (Leo says) “Deixem pra ir quarta! Ou então pro dia 16/06/06! É quase a mesma coisa! Meus pais tão enchendo o saco aqui!”. (Rafa says) “Leo, se a gente arrumar mais dois ingressos, eu JURO que pego vc em casa!”. (Meg says) “E eu ligo pra falar com sua mãe! Duvido que ela não deixe...”. Mil e um rodeios depois, Rafinha conseguiu outro par de convites, que estava no Stiep. Massa!
22h59. Saí de casa. Itinerário: Carol (Itaigara), casa de Rafinha, pra pegar os convites (Paulo VI), Leo (Vila Laura) e Meg (Nordeste). 23h34. Faltava apenas passar no Stiep. Só que ninguém sabia onde ficava a casa da menina que nos ajudaria em nossa aventura diabólica! Depois de umas dez ligações, mil gritos, dezenas de “Não vai dar mais tempo” e sinais vermelhos furados, conseguimos encontrar o prédio da criatura. Mônica, ela se chamava. O porteiro dos infernos disse que não morava ninguém com aquele nome no prédio. Parecia que nossa jornada chegava ao fim. Porém, eis que nossa salvadora liga, mandando Meg subir até o 1002 pra pegar as cortesias! Êêê! Mas, nem tudo eram flores: 0h08, o anticristo já havia nascido. Eu precisava ser rápido – parecia que o filme não era “A Profecia”, mas “Velozes e Furiosos”.
0h13. Chegamos ao Iguatemi. Com todas as entradas fechadas, só nos restou o estacionamento descoberto. Corremos mais do que o diabo quando foge da cruz e, às 0h15, entramos na sala, ofegantes e suados. Depois do filme (assustador, de verdade!), ainda tiramos fotos no shopping inóspito para, finalmente, irmos embora. Nossa odisséia chegava ao fim, às 2h11, com um toró como eu nunca vi igual! Se fosse às 6h da manhã, diria que era coisa do capeta...

quinta-feira, junho 01, 2006

Alguém aí


Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Uma pessoa pra dividir um sorriso, uma vitória, uma decepção, um filme mais do que esperado, um barraco, um fim de festa, uma mentira, uma viagem inesquecível, uma amizade perfeita?
Uma amiga compreensiva, linda, teimosa, cabeça dura, simpática, racional, atenciosa e companheira?
Alguém aí tem um alguém que saiba tudo da sua vida? Que, sem mágica ou adivinhação, saiba o que se passa pela sua cabeça?
Uma simples colega, que, aos poucos, se transformou no seu outro “eu”?
Alguém aí já amou tão intensamente a ponto de, às vezes, esquecer como era sua vida antes de conhecer o motivo de tal sentimento?
Ou desejou tanta coisa boa pra uma pessoa, que nem todas as coisas boas desse mundinho caberiam no presente que ela merece?

Alguém aí já encontrou a sua alma gêmea?

Eu já. Parabéns, Bel! (L)