sexta-feira, abril 28, 2006

Músicas que falam por mim...

Tava de bobeira no Orkut, olhando as minhas fotos, vendo scraps, curiando a vida dos outros...quando uma das minhas 173 comunidades praticamente piscou na tela pedindo atenção: "Músicas que falam por mim". Parei pra pensar nas músicas que, de uma forma ou outra, se encaixam em momentos marcantes desses 20 aninhos...
Cheguei à conclusão que são MUITAS! Até porque tem som pra tudo: momentos engraçados, saudade, desilusões amorosas (citar todas dessa categoria levaria meses...hehe), viagens, trabalhos, músicas que são a cara de alguém, pra ouvir no carro, pra aquele porre, mau-humor, enfim! A melodia faz parte de nossas vidas e nos faz reviver uma porrada de sensações...tem gente que tem isso com cheiro - eu tenho é com música!
Sem mais delongas (até porque estou meio sem saco/tempo de escrever), resolvi fazer uma listinha das músicas que falam por mim em algumas ocasiões especiais...

Música de viagem: "Eu tive um sonho" (Kid Abelha)
Música de tempo que não volta mais: "Tempo perdido" (Legião Urbana)
Música clichê de besteirol adolescente que eu adoro: "Semi-charmed life" (Third Eye Blind)
Música pra festa: "Saturday Night" (Underdog Project)
Música pro primeiro amor: "Quem de nós dois" (Ana Carolina)
Música pra ouvir altão no carro: "My happy ending" (Avril Lavigne)
Música que faz chorar: "Tears in heaven" (Eric Clapton)
Música pra relaxar: "Diariamente" (Marisa Monte)
Música de Belinha: "Relicário" (Cássia Eller)
Música de fossa: "2 Bicudos" (Ana Carolina)
Música que já enjoou: "Café com pão" (Afrodisíaco)
Música de malhar: "Crazy in love" (Beyoncé)
Música de Carol: "Quando você passa" (Sandy e Junior)
Música de trabalho: "Agamamou" (Art Popular)
Música pra ter ódio: "I do" (Placebo)
Música que sempre me põe pra baixo: "Don't speak" (No Doubt)
Música que sempre me põe pra cima: "A galera" (Ivete Sangalo)

Gostem ou não, o importante é opinar! =)
Ah, e postei uma foto da melhor cantora que já surgiu dentre todas as vozes que a Terra conheceu...hehehe!

Bom feriado pra todo mundo!

quarta-feira, abril 19, 2006

Bem-vindos ao Açougue!

Bom...esse é o meu primeiro post! =)

Não tenho muito o que falar...o conteúdo desse espaço vai ser o mais diverso possível, com ênfase em porra nenhuma...que tal?! Hehehe...
Sério...sempre que der, vou comentar sobre alguma coisa que mereça a minha atenção - e a de vcs...


A pauta de hoje é a seguinte:


O Açougue

O Albergue (Hostel, EUA, 2005) deveria se chamar O Açougue. Em seu mais novo longa de horror, Eli Roth brinca com os limites de suas personagens e, pior, com o estômago de quem testemunha o sofrimento de Paxton (Jay Hernandez), Josh (Derek Richardson) e Oli (Eythor Godjonsson), que, em busca de belas mulheres no leste Europeu, se hospedam no estabelecimento do título.
Os primeiros quarenta minutos de filme em nada remetem aos sustos que se esperam de uma narrativa do gênero, muito menos à sanguinolência explorada pela publicidade da produção. Paxton, Josh e Oli mais parecem saídos de um “American Pie”, loucos por sexo nas baladas européias, até que, em uma de suas incursões, conhecem um holandês que lhes indica o roteiro de seus sonhos: a Eslováquia. Lá, são seduzidos por Natalya (Barbara Nadeljakova) e Svetlana (Jana Kaderabkova), que lhes dão o que eles mais querem – tudo plano de uma macabra organização. E é aí que o banho de sangue começa, jorrando até os créditos.
O maior trunfo de O Albergue é, também, sua grande falha. É óbvio que são as cenas de tortura que compelem o público a comparecer às salas de cinema para ver o longa, mas nota-se que o empenho de Roth na direção das mesmas suplanta o plot e a caracterização das personagens. A história fica em segundo plano. Em contrapartida, esse é o propósito do filme e, com maestria, o jovem diretor retrata a violência em suas piores formas. Não faltam maçaricos, furadeiras, tesouras, serras-elétricas e outros apetrechos para cumprir seu objetivo principal. As personagens são excruciadas com requintes de crueldade e, a cada castigo imposto, a platéia sofre. Será?
O longa explora a brutalidade adormecida no ser humano, desperta pela possibilidade de brincar com a vida do outro da forma que lhe convir. Pode parecer loucura, mas todos temos este desejo reprimido, de fazer o que bem quisermos, sem nos importarmos com as amarras sociais que nos foram impostas. Qual outro motivo nos incentivaria a assistir a um filme desses? Além disso, no clímax da narrativa, nos vemos torcendo para que a vingança impere, e não outro caminho que o do sangue lavaria nossas almas. A brutalidade explicitada por Roth assusta, sim, mas é um reflexo de nós mesmos.